Somos uma geração de pais carinhos.
Dizemos “eu te amo” como quem diz “bom dia”. É tanto “eu te amo,filho” que tenho medo que não valorizem
Por Marcos Piangers
 
Uma amigo disse pro filho, dia desses, antes de dormirem, que o amava daqui até o céu. O garoto ouviu, levantou as sobrancelhas, calculando a distância impressionante.Olhou pro pai e, na tentativa de expressar amor de volta, falou: “Eu te amo tipo daqui até o ventilador”.
Somos uma geração de pais carinhos.
Dizemos “eu te amo” como quem diz “bom dia”. É tanto “eu te amo,filho” que tenho medo que não valorizem. Às vezes, inventamos novas formas de comparação. “Amo você até a lua”. “ Amo você mais que tudo”. “Amo você dez vezes o infinito”.
Já ouvi tantas vezes de minhas filhas e valorizo cada uma delas. Todas dão água nos olhos. Abracei-as mais do que abracei minha mãe, acredito. Tenho mais fotos delas, guardadas em HDs e com backup em nuvem, do que as câmeras de 24 poses jamais conseguiriam tirar.
Em geral, tivemos pais mais distantes. Queriam que fossemos durões….
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